Poema

Só observo,

O tempo contra o vento que insiste em invadir meu eu,
que me arrasta para um abismo do desconhecido ter,
Sempre quis e insisto na métrica da certeza de ser,
arroubos dos que me cercam, mentem sem saber,
Invadindo a áurea de toda uma história escrita,
Bendita é a palavra que me falam do desconhecido,
Penso, logo questiono o motivo da inércia do agir,
Crivo em meio ao caos a flexa  que atinge o coração,
Ah! esse orgão imponente cheio de vida, sem sentimento,
Ainda que o poeta declame e exponha o amor,
A alma no fundo no fundo é quem sente e não mente,

Eu quieto em meu canto, me desencanto no antro.
Vejo raios e lanças verbais sem controle dos tais,
esbravejar aos quatro cantos sem nenhum encanto,
A incompetência dos chacais que desvanecem no cais,
Quieto, eu só observo.
Me entrego na totalidade de meus pensamentos,
Em busca de respostas 
Desse caos...
Só obervo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Get 30% off your first purchase

X