Poema

Retrô

Tanto tempo passa aqui dentro de minha alma sedenta de alento, sorriso e gratidão. Tudo é rever as coisas que já não passam mais em minha janela da retina que outrora tão jovial refletia a juventude de ser feliz. Ficar de braços abertos para o novo de novo como quem já não tem tempo pra pensar. Você veste aquela camiseta surrada, mas está tão limpa que ainda refletindo aquela frase de um verso escrito à mão e afinada com o diapasão, se tornou canção. Música para meus ouvidos atentos em cada momento que declara o seu amor, recebendo de volta toda minha atenção e devoção. Eu vou dizer com meus olhos tudo o que o coração me mandar. Ouça e preste muita atenção, o dedilhar de meus dedos pelas cordas de meu violão, fortalecendo minha sina de viver em ritmo frenético em busca de um amanhecer favorável ao que me fascina, a canção velejada pelos pares que juraram amor diante dos lírios e dos olhares atentos de uma platéia anestesiada pela ocasião propícia. Eu declaro amor e fidelidade aos meus sonhos e desejos, sem ferir meus pares e nem despertar olhares que acusam sem vigiar seus obstáculos absurdos dentro de suas retinas. Fico com o melhor da festa, esquecendo dos incidentes frequentes que tentam contra meu elo com a natureza de ser feliz. Conto um conto de uma história retirada de meus sonhos para conquistar o coração de uma ave que insiste em me acordar todas as manhãs. E derramo em lágrimas quando para deleite de meus ouvidos declara uma canção no revoar de sua partida, até amanhã beija flor. Lembranças são cenas de uma peça real que intrinsecamente foi envolvida nos sentimentos sem causar dor. Almejar sempre reencontrar a alegria de ser tudo o que eu sempre quis sem me opor e nunca fugir do que se fez naturalmente retrô.

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