Pensamentos

Crime

 Enebriante como a dose esperada,
 O cálice da amargura desencanta seu eu,
 No borbulhar da madrugada cinzenta,
 O corpo inerte na viela ao breu, 
 Ninguém viu... ninguém vê.
 Os passos emitem sons, ecoando no beco,
 Era o vigilante sem motivação alguma,
 Cruza os corpos entre olhares medrosos,
 O segredo estava logo ali na penumbra,
 A fumaça do cigarro, a atenção curiosa,
 Estava ele apenas relaxando no escuro?
 Mas o tempo parecia contar os segundos,
 Uma eternidade se estendeu pela noite,
 E olhares curiosos rastejavam pela viela escura,
 A procura do perdido, esquecido e ferido,
 Passeia o olhar curioso, e vai...
 Outro sentimento aflora, mas vai embora.
 Esquecendo do elo ali encontrado.
 Filho da mesma terra, ele encerra,
 A noite chega ao fim, sem chances
 De um ato digno se revelar.
 Ele perdeu a alma...
 Ela partiu de volta...
 Seguindo o ciclo normal,
 Do existir eternamente. 

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